quinta-feira, 18 de junho de 2015

Greve dos servidores da UFPel pode prejudicar matrículas do Sisu


Há 22 dias em greve, servidores e técnicos administrativos da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) estão neste momento em frente à sala dos Conselhos da instituição, no prédio do Lyceu, à espera de uma resposta ao pedido de adiamento do período de matrícula dos candidatos ao segundo semestre do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os estudantes que fizeram o Enem em 2014 e foram aprovados precisam fazer a matrícula presencial na universidade onde pretendem estudar, processo que se inicia nesta sexta-feira e segue na segunda e na terça.
"Tivemos um espaço na reunião dos Conselhos e na oportunidade pedidos para trancar o calendário até o término da greve e evitar assim conflitos desnecessários", disse a coordenadora geral da Asufpel Maria Tereza Tavares Fujii. Ela enfatizou que o processo não será realizado pelos grevistas e quer evitar que "outros" o façam. A Associação quer ainda preservar os estudantes de fora da cidade ou mesmo do Estado no sentido do deslocamento em vão até Pelotas
Pelo Brasil
Servidores técnico-administrativos de mais quatro universidades federais anunciaram que não vão fazer as matrículas do segundo semestre do Sisu. Em greve desde maio, os sindicatos veem a ação como uma forma de pressionar o governo a negociar as demandas da categoria.
Se as universidades não formalizarem o ingresso dos alunos, todo o sistema pode ser prejudicado, uma vez que o Sisu permite que um mesmo aluno tente vaga em mais de uma instituição.
A medida foi anunciada pelas universidades federais de Santa Catarina (UFSC), Piauí (UFPI), Juiz de Fora (UFJF) e Ouro Preto (Ufop). O jornal O Estado de São Paulo mostrou na quarta-feira, que ela já havia sido anunciada pelas duas universidades com maior número de inscritos, a de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ), e também pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e a Federal Fluminense (UFF).
A federal do Rio Grande do Sul (UFRG) vota nesta quinta, em assembleia se também vai boicotar as matrículas. "O número de universidades com boicote às matrículas pode ser ainda maior. Essa ação é de responsabilidade do governo, que não dialoga com a categoria e deixou as instituições em crise, sem condições de funcionamento", disse Gibran Ramos Jordão, diretor da Federação dos Sindicatos de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior do Brasil (Fasubra).
O que diz o MEC
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que, ao participarem do Sisu, as instituições têm de assegurar o direito do estudante à matrícula e disse que ainda não tem "informação" de que a greve possa afetar o processo. O ministério informou que, na paralisação de 2012, a UFRJ garantiu a matrícula dos alunos por meio de um sistema online, com comprovação documental posterior.
Greve
A paralisação dos técnicos afeta 48 instituições federais. Em Pelotas, atualmente 85% dos 1,3 mil servidores da UFPel estão parados. A categoria reivindica reajuste de 27,3% no piso salarial. Também é contrária aos cortes nos orçamentos das universidades e à expansão da terceirização no serviço público. (Com informações da Agência Estado)

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